Socioambiental apresenta 11 trabalhos em congresso de especialistas em mamíferos aquáticos no Peru

Na semana de 05 a 09/11/2018, a Socioambiental participou do XII Congreso de la Sociedad Latinoamericana de Especialistas en Mamíferos Acuáticos (SOLAMAC) (solamac.org), em Lima no Peru, e teve a oportunidade de apresentar parte dos avanços e possibilidades de descobertas que o PMC-BS (Projeto de Monitoramento de Cetáceos – baleias e golfinhos – na Bacia de Santos) está conquistando.

Ao todo, foram apresentados 11 trabalhos no Congresso, sendo nove em comunicação oral e dois em posters.

O SOLAMAC é um congresso científico de especialistas em mamíferos aquáticos que acontece a cada dois anos e reúne os principais pesquisadores da área na América do Sul e de outras regiões. O tema desta edição era “colaborações multidisciplinares para avanços nas pesquisas da área na América Latina”.  

A Socioambiental contou com a participação de 13 pesquisadores integrantes da equipe da empresa para este projeto, incluindo a maioria de seus coordenadores temáticos, José Olimpio (Coord. Geral),  Leonardo Wedekin (Coord. Técnico e de Avistagem Embarcada),   Alexandre Paro (MAP), Marcos Rossi (Coord. Bioacústica) Marta Cremer (Coord. Telemetria), Ana Cypriano de Souza (Coord. de Genética).

O PMC-BS é desenvolvido na Bacia de Santos, região entre a Ilha de Santa Catarina e Cabo Frio, RJ, incluindo as água do mar territorial brasileiro e sua Zona Econômica Exclusiva, indo da costa até o limite das 200 milhas náuticas.

José Olimpio apresentando um dos trabalhos enviados ao Congresso

O projeto é uma condicionante ambiental do IBAMA para a exploração e escoamento do petróleo pela Petrobras na área do Pré-sal. Consiste num trabalho pioneiro em águas brasileiras. Através do projeto está se descobrindo os comportamentos e a distribuição destes animais pela nossa costa. Além da criação de uma sonoteca, uma biblioteca de sons de baleias e golfinhos.

O coordenador do Projeto, José Olímpio, voltou do Congresso contente e satisfeito. Sua maior realização não é o prestígio e destaque de ter participado de um Congresso continental da área. Mas sim, em saber que todo trabalho desenvolvido está bem avaliado tanto pelo órgão licenciador, IBAMA, e pelo contratante, Petrobras.

“Além disso, fico muito feliz que o Projeto está oferecendo oportunidade para jovens pesquisadores. Estamos com um trabalho de alta magnitude e é importantíssimo que tenha pessoas da área pesquisando a fundo conhecimento inéditos”.

José Olímpio destacou também como o Projeto foi muito bem comentado e elogiado por outros participantes do Congresso. O coordenador comentou que o Dr. Jay Barlows, estadunidense pesquisador da NOAA Southwest Fisheries Science Center, conversou com a equipe da Socioambiental e falou entusiasmado sobre e relevância do projeto.

“Ele comentou conosco como vê um grande desenvolvimento nos nossos estudos. Inclusive comparando-se o esforço do PMC em seus 3 primeiros anos com os estudos de referência de 14 anos que este especialista apresentou em sua conferência no Congresso, nossos esforços, se somado as milhas percorridas por barco e avião, equivalem a cerca de 1/3 do esforço do trabalho apresentado em sua conferência.

Com certeza isto é algo muito significativo. Jay Barlows, que possui 37 anos de experiência de pesquisa na área, apresentou em sua palestra justamente estudos de referência com métodos de monitoramento visual e acústico passivo de cetáceos.

Sobre o Projeto:

O PMC-BS vem sendo executado desde julho de 2015, tendo completado 3 anos de atividade em julho de 2018. Até 2021 irá ter colhido dados ao longo de 6 anos para estabelecer as diretrizes para o monitoramento dos cetáceos no longo prazo (durante toda a exploração do Pré-sal – cerca de 30 anos).

A coleta de dados durante os 6 primeiros anos da exploração do Pré-sal visa conhecer melhor os animais que ocorrem na região e identificar interferências que eventualmente já estejam ocorrendo sobre as populações de baleias e golfinhos, permitindo avaliar possíveis impactos, seja das atividades de exploração de petróleo e gás ou de outras atividades humanas, como transporte marítimo e pesca.

Equipe embarcada no trabalho de avistagem

O projeto utiliza vários métodos para buscar conhecer as populações de golfinhos e baleias: transecções lineares (Distance sampling) em campanhas de avistagem embarcada e aérea para registro das espécies e contagem de indivíduos, estimativa de abundância e distribuição, seja a partir de barco ou de avião; Monitoramento Acústico Passivo (PAM) para gravação e identificação de sons de baleias e golfinhos; marcação com transmissores satelitais (Implantáveis e LIMPET com âncoras de fixação no animal) e arquivais rádio-transmissores (DTags e Cats que se fixam por meio de copos de sucção) para buscar conhecer os deslocamentos, a distribuição, a migração das espécies e o uso dos ambientes por estas; coletadas de biópsias para análises genéticas e de contaminantes/biomarcadores; e foto-identificação dos animais, seja para a identificação individual dos animais ou para a identificação de doenças e lesões na pele.

 

Para saber mais acesse:

http://sispmc.socioambiental.com.br/sispmc/

https://comunicabaciadesantos.com.br/

Confira as reportagens feitas sobre o PMC:

Jornal Nacional:

Jornal Hoje:

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